E NADA MAIS.

Só queria a possibilidade de sofrer...
Um obstáculo, um empecilho, algo a me corromper.
Parecia tão estranho ser amado sem nada fazer.
Sendo assim faltava algo para que me sentisse pleno.
Uma dor pequena bastaria.
Um quase nada, um cisco no olho...
Mas quem não sabe brincar perde o limite e eu, mais uma vez, ando por caminhos duvidosos.
Meu percurso é incerto e repleto de cacos de vidros espalhados pelo chão em que passo na ponta dos pés descalços.
Finjo, por um momento, um medo de desequilibrar. E numa pequena rajada de vento lanço-me ao infortúnio rasteiro.
São os meus pés que ferem o vidro e minha própria carne se abre em fendas para a comunhão ansiada.
Sou apenas isso. E nada mais.

C. PIERINI

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