Quase Vida


Ah, que saudade de Mim...
Onde quer que Eu esteja
Por onde quer que Eu ande
Que Minh’alma siga amparada
Segue livre em pensamento
Corre solta suas vontades
Qu’eu de cá o nada ouso
Só o silêncio me embala
Leva as rimas e as palavras
Faz bom uso o entusiasmo
Quase chega um marasmo
Por rimar também não fica
Passa o tempo e tudo leva
Leva sonho e esperança
Só esquece o que é cinza
O eu, o tédio e a preguiça

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HARIBOL



Doce flor azul que vejo
Tens a cor do meu desejo
Carícia singela do teu beijo
Puro mel que tanto almejo
Que da rosa consagrada
Tua folha aveludada
Faz de minha alma amada
Em tua seiva embriagada
Cantam sóis, rochedos, ventos
Soam grilos, sinos bentos
Anunciam novos tempos
Recomeçam movimentos
De água pura e cristalina
Qual sorriso de menina
Que ainda pequenina
Desembola enquanto nina
Toca a boca um beijo bom
Palpitando em semitom
Juntam dois compõem o som
Corazón... Corazón...
Lisa língua desenlaça
O laço da fermata dança
E roda e roda e roda na boca...
E roda e roda e roda na dança...
E desliza e desliza...
E respira e respira..
Renova e roda...
Respira e respira...
Na linda boca cor de rosa
E desliza e desliza e desliza e desliza...
Ahh... boca, boca, boca, boca...
Eu, 19.02.15.

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Fé é uma questão de respeito.



O Brasil é um país extremamente abençoado....
A espiritualidade se apresenta em diversas egrégoras: Umbanda, Candomblé, Espiritismo, Fraternidade Branca, Santo Daime, Ayahuasca, Jurema, Catimbó...
Isso tudo compõe uma única natureza que se mostra de diferentes maneiras para que nós tenhamos a opção de escolher, dentro do plano das formas, a chave que mais agrada aos nossos sentidos para nos comunicar e integrarmos com Todo. Isso sem falar de todas as outras crenças vindas da Europa, do Oriente..
A escolha de uma prática religiosa é semelhante ao conto dos "Cegos e o Elefante". Que é mais ou menos assim:
...Um grupo de cegos souberam que um elefante estava na cidade e saíram em busca do bicho. Diante do grande animal, cada um dos cegos tocou uma parte do elefante e, ao descreverem o animal, cada cego relatou como era sua compreensão de tal bicho.
Um apalpou a orelha e disse que se tratava de um animal mole, chapado e fino; outro apalpou a barriga e disse disse que era grande, largo e áspero; outro tocou a tromba e disse que o elefante era um cilindro, que parecia uma cobra...
Porém, depois de muito discutirem, os cegos passaram a se agredir, declararam uns aos outros como loucos, como mentirosos... Simplesmente pelo fato de que nenhum deles pôde ver o elefante em sua totalidade e, assim, compreender a definição dos outros homens.
Assim agimos diante do conceito de Deus dos praticantes de uma religião diferente da nossa. Por termos nossas definições sobre as coisas divinas, muitas vezes, ridicularizamos ou menosprezamos outros pensamentos. Também sofremos muitos ataques morais quando demonizam nossa fé, nossos cultos, ouvimos diversos relatos de agressão física e destruição de templos como se travássemos uma guerra religiosa. Tudo isso em nome de uma cegueira. Cegueira essa chamada "Ignorância".
Até quando viveremos assim?
Como podemos brigar por uma definição humana das coisas divinas?
A lógica e a composição das coisas divinas não se encontram no plano da matéria. Como, pois, seremos nós os detentores de qualquer verdade absoluta?
O que devemos combater é somente a intolerância religiosa, a ignorância das ideias humanas.
Lembremos de que todos nós somos frutos da Criação Divina, somos uma partículas de Deus e juntos compomos o Todo.
Respeitem o Sagrado que vibra no interior de cada Ser.
Namastê! (O Deus que habita o meu coração saúda o Deus que habita o seu coração!)

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Oração aos Tronos Regentes - Cristalino e Amor


















Luz Cristalina que tudo ilumina
Sê a estrela que me guia os passos
Dissipa a ilusão de sombra e de treva
Torna-me lúcido dos desígnios meus


Tempo Sagrado em que tudo acontece
Retorna o mal que me fora enviado
Restitui o bem que a mim pertence
Inicia o momento de paz e alegria


Amor Eterno que tudo agrega
Concebe a graça de tua Riqueza
Faça-te em mim dom imanente
Banha-me sempre nas águas tuas

Renovação que em tudo atua
Arcobaleno que o céu colore
Dilui em mim os campos estéreis
Renova-os belos, fortes e férteis

Caesar S. Pierini - 07.11.2014

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INTER-ROGO

Eu, realmente, quero?
Por que eu quero?
Em troca de quê?
Onde me enfiei?
O que espero?
Até quando?
Por quem?
Pra quem?
Pra que?
O que?
Quem?
Que?
???
??
?
.

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Volume Morto

Queria escrever algo pra você.
Pra dizer o que eu sinto, o que passo, o que penso.
Tentei poesia, soneto, cantiga...
Mas nada cabia. A lírica já não rima meus sentimentos.
Tentei um lamento e me lembrei de lama. (E eu estou tão cansado de me sujar...)
Na verdade eu estou cansado de tentar.
Pois tentar é não fazer. Só diz que tentou quem não conseguiu.
Desistir de tentar não é, necessariamente, um sintoma de fraqueza.
Fraqueza é sucumbir à tentação de querer o impossível, de cantar o desamor,
De apostar no descaso, dar o fruto a quem não plantou.
Mas, de algum modo, eu ainda lhe escrevo. Um textinho sem sal, sem cor, sem odor...
Há que ser econômico com as palavras. Sobretudo com as que não rendem.


Eu. 25/10/14

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Coisas Mortas

Desumana angústia
Que habita o meu íntimo
Tu que por mim foste criada
Tu, a ilusão dos meus sentidos
A sombra de um passado morto
Lembrança daquilo que se foi
Resquício de tudo que não é

Luz da estrela morta
Que insiste em espalhar teus raios
Sê piedosa de mim!
Não te peço que voltes a brilhar
Nem que faças tu o impossível
Peço-te apenas que me abandone
Na eterna noite de solidão

17.08.14

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